-
RIDE THE SETLISTS
1
February 1st, 2010rockO Metallica, uma das bandas mais bem-sucedidas do heavy metal na história do gênero, encerrou sua turnê brasileira ontem com o segundo show no estádio Cícero Pompeu de Toledo, vulgo Morumbi. Uma apresentação em Porto Alegre na quinta e outra no sábado também em São Paulo completaram a passagem dos gigantes no território nacional.
Eu paguei aquela mega grana clássica do mercado de shows brasileiro e marquei presença no show de sábado. Um adendo: Falar mal do Metallica é sempre difícil por alguns motivos: os fãs ficam bem putos e os caras sabem fazer o negócio deles dar certo, isto é inegável. Mas a gente tá aqui pra dizer o que acha né, então vamos.
O pacote comprado pelas promotoras de show no Brasil é sempre o standard: falta umas luzes, tudo é meio básico e arranjado do-jeito-que-der. Eu sei que é sonhar alto demais querer que tragam o pit, o clássico palco circular da banda pro Brasil. Acredito que os únicos shows que vi aqui em fullpower foram Nine Inch Nails e AC/DC. O telão de alta definição que o Metallica vem usando desde seu show no México é mesmo de cair o queixo, dá pra ver cada um dos 700 buracos do rosto do Hetfield. Ponto positivo. Dá até um alívio pra pessoas de altura mediana como eu (1,70m) poderem ver alguma coisa, principalmente num show de metal em que a probabilidade de você encontrar um cantinho tranquilo pra ver o show e do nada aparecer os Harlem Globetrotters na sua frente é medida em 99%. A pirotecnia também deu uma boa compensada.
A presença de palco do Metallica é de uma força descomunal. Eles sabem como ninguém kickar o seu humilde ass. O que atrapalhou um pouco pra mim foi o poder do som, meio baixo. Regra do metal né, the louder the better. A maior decepção ficou por conta do setlist. Segundo os próprios membros da banda, mudar constantemente o set os mantêm vivos e não deixa o show tornar-se mecânico nunca. Algumas pequenas alterações de um show pro outro são até válidas. Eles mudaram o set constante e radicalmente.
É irrelevante falar que o Metallica tem uma grande quantidade de músicas boas. Acho que dei azar, pois no show de sábado foram poucas as que me animaram de verdade. Juro, odeio ser do contra, mas fiquei meio decepcionada. Creeping Death começou poderosíssima, seguida pela poderosa For whom the bell tolls, então do nada eles me tocam Four Horsemen. What, man? Muita gente gosta eu sei, mas não dá, é Mechanix e pronto! Tá, próxima: Harvester of Sorrow, gosto muito dessa, mas o que a matou foi a sequência: Harvester, Fade to Black (não é das minhas preferidas), This was just your life e The day that never comes. WTF? Que sono! Tanto é verdade que tocou Sad But True e todo mundo pulou feliz que nem pinto no lixo. Essa sequência foi mal escolhida na minha humilde visão dos fatos.
Broken, beat and scarred. OK. One, fantástica, a melhor música do Metallica, foi o ponto mais emocionante do show, que deveria ter sido TODO emocionante, afinal de contas é o Metallica. Master of Puppets? Hell yeah! Blackened, animal. Nothing else matters? Troco por Wherever I may roam e dou 10 de volta. No bis, Stone Cold Crazy foi a melhor surpresa da noite, um cover fantástico do Queen. Motorbreath? Próxima. Seek and Destroy, clássico.
Cadê Cyanide? All Nightmare Long?
Ninguém nunca sai feliz de um show de uma banda tão emblemática e com tantas músicas boas pra tocar. Mas confesso que estava mais empolgada. Será que é tão boa assim essa constante renovação de setlist? Fazia 11 anos que o Metallica não pisava no Brasil. Esperemos outros 11 pra ouvir mais deles.
Que venha Axl Rose.
Tags: brasil, metallica, morumbi, setlist
One Response to “RIDE THE SETLISTS”
-
Nico
Expectativas muito altas são foda (se bem que pro meu gosto o show foi perfeito). Tenho medo de me decepcionar com o tio Axl. Mais uma vez foi ducaralho a companhia de vcs. Thanx 4 everything. You guys rock!

27 anos. Jornalista. Escorpiana. Quase casada. Prefiro neve à praia, coxinha à brigadeiro e Megadeth à Metallica. Continuo na missão de assistir todos os filmes do mundo e ler todos os livros também. Amo tecnologia, Star Trek, fotografia, arte e viajar. Multitarefa e viciada por organização. Metade Mia Wallace, metade Amelie Poulain. Fiel súdita de Martha Stewart e Heineken.